Mensagens de Otimismo

Podemos construir um mundo melhor!

Arquivo para o mês “novembro, 2015”

INDULGÊNCIA

INDULGENCIA1

Queremos falar hoje da indulgência, sentimento doce e fraternal que todo homem deve alimentar para com seus irmãos, mas do qual bem poucos fazem uso.

A indulgência não vê os defeitos de outrem, ou, se os vê, evita falar deles, divulgá-los. Ao contrário, oculta-os, a fim de que se não tornem conhecidos senão dela unicamente, e, se a malevolência os descobre, tem sempre pronta uma escusa para eles, escusa plausível, séria, não das que, com aparência de atenuar a falta, mais a evidenciam com pérfida intenção.

A indulgência jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a menos que seja para prestar um serviço; mas mesmo neste caso, tem o cuidado de os atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, não tem nos lábios censuras; apenas conselhos e, as mais das vezes, velados. Quando criticais, que consequência se há de tirar das vossas palavras? A de que não tereis feito o que reprovais, visto que estais a censurar; que valeis mais do que o culpado. Ó homens! Quando será que julgareis os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos, os vossos próprios atos, sem vos ocupardes com o que fazem vossos irmãos? Quando só tereis olhares severos sobre vós mesmos?

Sede, pois, severos para convosco, indulgentes para com os outros. Lembrai-vos daquele que julga em última instância, que vê os pensamentos íntimos de cada coração e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censurais, ou condena o que relevais, porque conehce o móvel de todos os atos. Lembrai-vos de que vós, que clamais em altas vozes: anátema! Tereis, quiçá, cometido faltas mais graves.

Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulgência atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita.

INDULGENCIA– José, Espírito protetor. (Bordéus, 1863). Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo X – Bem-Aventurados os que são Misericordiosos.

Oração no dia dos mortos

prece

Senhor Jesus!

 Enquanto nossos irmãos na Terra se consagram hoje à lembrança dos mortos-vivos que se desenfaixaram da carne,

oramos também pelos vivosmortos que ainda se ajustam à teia física…

Pelos que jazem sepultados em palácios silenciosos, fugindo ao trabalho, como quem se cadaveriza, pouco a pouco, para o sepulcro;

Pelos que se enrijeceram gradativamente na autoridade convencional, adornando a própria inutilidade com títulos preciosos, à feição de belos epitáfios inúteis;

Pelos que anestesiaram a consciência no vício, transformando as alegrias desvairadas do mundo em portões escancarados para a longa descida às trevas;

Pelos que enterraram a própria mente nos cofres da sovinice, enclausurando a existência numa cova de ouro;

Pelos que paralisaram a circulação do próprio sangue, nos excessos da mesa;

Pelos que se mumificaram no féretro da preguiça, receando as cruzes redentoras e as calúnias honrosas;

Pelos que se imobilizaram no paraíso doméstico, enquistando-se no egoísmo entorpecente, como desmemoriados, descansando no espaço estreito do esquife…

E rogamos-te ainda, Senhor, pelos mortos das penitenciárias que ouviram as sugestões do crime e clamam agora na dor do arrependimento;

Pelos mortos dos hospitais e dos manicômios, que gemem, relegados à solidão, na noite da enfermidade;

Pelos mortos de desânimo, que se renderam, na luta, às punhaladas da ingratidão;

Pelos mortos de desespero, que caíram em suicídio moral, por desertores da renúncia e da paciência;

Pelos mortos de saudade, que lamentam a falta dos seres pelos quais dariam a própria vida;

e por esses outros mortos, desconhecidos e pequeninos, que são as crianças entregues à via pública, exterminadas na vala do esquecimento…

Por todos esses nossos irmãos, não ignoramos que choras também como choraste sobre Lázaro morto…

E trazendo igualmente hoje a cada um deles a flor da esperança e o lume da oração, sabemos que o teu amor infinito clarear-nos-á o vale da morte, ensinando-nos o caminho da eterna ressurreição.

Fonte: Livro Religiao dos Espíritos, por Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier

Navegação de Posts

%d blogueiros gostam disto: