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Cenário de Conflitos

By Orson Peter Carrara

Há um paradoxo na vida humana. Habitando um planeta lindo, de paisagens exuberantes, desfrutando de benefícios imensos como a água, o ar e a chuva, a beleza incomparável da fauna e flora variadíssima, e mesmo com toda tecnologia que já conquistamos, ainda vivemos um cenário de conflitos. Dominado pela avareza, a ganância, as intrigas e seus desdobramentos.

Mesmo com o canto dos pássaros, o sorriso das crianças, as artes que nos encantam e todas as possibilidades ao nosso alcance pelos sentidos, e repito, com todo o conforto trazido pelos avanços da ciência em todos os ramos do conhecimento e pesquisa, ainda vivemos os bastidores da calúnia, do crime, da hipocrisia, dos desrespeitos variados que aí estão, sem qualquer necessidade de citá-los, pois que muito conhecidos e vividos e abundância.

Mas, o vigor da esperança também é força presente. Apesar de toda tempestade à volta, continuamos a lutar, a viver, a aprender, a conviver – esse um grande tesouro – guardados pela predestinação do planeta no futuro de ser um mundo feliz.

Isso parece uma ilusão? Compara-se a um engodo? Há perspectivas?

Claro que há, são perenes, permanentes, disponíveis.

Embora tenhamos guerras, miséria, fome, desespero, vingança, egoísmo, descrença, discórdia, mentira, crime, orgulho, preguiça e ódio, entre outras imperfeições morais que o leitor saberá acrescentar, há um caminho incomparável, sereno, roteiro seguro para o alcance da paz que desejamos viver coletivamente.

Ele, esse caminho, é dependente de nossa decisão de começar, agora mesmo, a buscar as lições do bem e a fazer algo em favor da felicidade de todos.

Ora, a afirmação que não é minha, nem o raciocínio, e contida num único parágrafo (o imediatamente acima), é roteiro de paz para o planeta, é o construtor da harmonia que tanto procuramos. Ela comporta um congresso de informações, onde depoimentos, casos, estudos e debates nos podem proporcionar ampliar a questão.

Afinal, podemos indagar sem receio: a) O que é exatamente buscar as lições do bem? b) O que é algo fazer em favor da felicidade de todos?

As respostas são difíceis ou ainda preferimos ignorar? Agora, nesse instante, como usar as duas opções? Quais as opções de busca do bem nesse momento, onde estamos? O que podemos fazer agora em favor da felicidade de todos? Quem são esses “todos”?

O planeta atual e seu cenário de conflitos apenas reflete nossa mediocridade moral – ainda nos deixamos seduzir por paixões exclusivistas, egoístas, sem pensar coletivamente – e somos donos da mudança desse quadro, bastando apenas a decisão de amar e respeitar o local onde vivemos, as pessoas com quem convivemos e agir em favor do bem geral.

Será tão difícil assim? Por que ainda não aprendemos? É egoísmo, é nossa imaturidade ou nossas ambições ainda são mesquinhas? Ou soma-se tudo isso?

Observemos, com imparcialidade, a conquista de um mundo feliz é consequência da aplicação do Evangelho, é seguir as lições do Mestre de Humanidade. Sem comodismo e com perseverança.

Nota do autor: vali-me das lições Morada terrestre e Mundo feliz, do livro Vivendo o Evangelho, volume I, de Antonio Baduy Filho.

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NINGUÉM SE RETIRA

“Respondeu-lhe Simão Pedro? Senhor, para quem iremos nós? tu tens as palavras da vida eterna.” – (João, 6:68)


À medida que o Mestre revelava novas características de sua doutrina de amor, os seguidores, então numerosos, penetravam mais vastos círculos no domínio da responsabilidade. Muitos deles, em razão disso, receosos do dever que lhes caberia, afastaram-se, discretos, do cenáculo acolhedor de Cafarnaum.

O Cristo, entretanto, consciente das obrigações de ordem divina, longe de violar os princípios da liberdade, reuniu a pequena assembléia que restava e interrogou aos discípulos:

– Também vós quereis retirar-vos?

Foi nessa circunstância que Pedro emitiu a resposta sábia, para sempre gravada no edifício cristão.

Realmente, quem começa o serviço de espiritualidade superior com Jesus jamais sentirá emoções idênticas, a distância dEle. A sublime experiência, por vezes, pode ser interrompida, mas nunca aniquilada. Compelido em várias ocasiões por impositivos da zona física, o companheiro do Evangelho sofrerá acidentes espirituais submetendo-se a ligeiro estacionamento, contudo, não perderá definitivamente o caminho.

Quem comunga efetivamente no banquete da revelação cristã, em tempo algum olvidará o Mestre amoroso que lhe endereçou o convite.
Por este motivo, Simão Pedro perguntou com muita propriedade:

– Senhor, para quem iremos nós?

É que o mundo permanece repleto de filósofos, cientistas e reformadores de toda espécie, sem dúvida respeitáveis pelas concepções humanas avançadas de que se fazem pregoeiros; na maioria das situações, todavia, não passam de meros expositores de palavras transitórias, com reflexos em experiências efêmeras. Cristo, porém, é o Salvador das almas e o Mestre dos corações e, com Ele, encontramos os roteiros da vida eterna.

Livro: Pão Nosso, pelo espírito Emmanuel, por Francisco Cândido Xavier.

Bem de Todos!

felicidade

Todos os bens fundamentais da existência fluem, generosos, da natureza, a benefício de todas as criaturas. A luz que se derrama do firmamento não é patrimônio particular. As correntes aéreas são agentes alimentícios inesgotáveis. Mares amigos banham todos os continentes. Correm fontes em todas as direções. Surgem plantas para todos os climas. E, no próprio corpo, o sangue há de circular, incessante, para que a inteligência possa viver.

Não retenhas, assim, os valores que entesouraste. Não desconheces que o pão excessivo é o prato do vizinho em necessidade. Entretanto, há diferentes recursos por dividir. Ladeando mesas fartas, há corações semi-sufocados no desespero. Por trás dos gestos que te golpeiam, há tramas obscuras de obsessão. Na retaguarda dos crimes que terevoltam, há influências que não desvelas, de pronto. Quem errou sofre estorvos que te escapam à senda. Quem calunia ou persegue ignora o que sabes. Descerra as portas do coração para compreender e servir, repartindo os bens que ajuntaste no espírito.

A felicidade, para ser verdadeira, deve ser partilhada. O ouro, nas mãos de um só homem, é moldura da sovinice, mas passando para outras mãos é trabalho e beneficência. O conhecimento isolado é lâmpada sem proveito; contudo, transitando, de cérebro em cérebro, é ciência e cultura. Entre as sombras dos que reclamam e azedam, malquistam e ferem, sê a luz que abençoa sempre. “Faze ao outro o que desejas seja feito pelo outro a ti próprio” – dia a Lei. Isso quer dizer que alguém, para ser feliz, precisa ajudar alguém. Felicidade, no fundo, é bondade crescente, para que a alegria se faça maior. E, sem dúvida, todos nós podemos dividir parcelas de bondade e alegria, mas a multiplicação vem dos outros.

Do Livro Justiça Divina – pelo espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier.

VEJAMOS ISSO

“Porque o Cristo me enviou, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz do Cristo se não faça vã.” – Paulo (I CORÍNTIOS, 1:17.)

evangelizar

Geralmente, quando encarnados, sentimos vaidoso prazer em atrair o maior número de pessoas para o nosso modo de crer.

Somos invariavelmente bons pregadores e eminentemente sutis na criação de raciocínios que esmaguem os pontos de vista de quantos nos não possam compreender no imediatismo da luta.

No primeiro pequeno triunfo obtido, tornamo-nos operosos na consulta aos livros santos, não para adquirir mais vasta iluminação e, sim, com o objetivo de pesquisar as letras humanas das divinas escrituras, buscando acentuar as afirmativas vulneráveis de nossos opositores.

Se católicos romanos, insistimos pela observância de nossos amigos à frequência da missa e dos sacramentos materializados; se adeptos das igrejas reformadas, exigimos o comparecimento geral ao culto externo; e, se espiritistas, buscamos multiplicar as sessões de intercâmbio com o plano invisível.

Semelhante esforço não deixa de ser louvável em algumas de suas características, todavia, é imperioso recordar que o aprendiz do Evangelho, quando procura sinceramente compreender o Cristo, sente-se visceralmente renovado na conduta íntima.

Quando Jesus penetra o coração de um homem, converte-o em testemunho vivo do bem e manda-o a evangelizar os seus irmãos com a própria vida e, quando um homem alcança Jesus, não se detém, pura e simplesmente, na estação das palavras brilhantes, mas vive de acordo com o Mestre, exemplificando o trabalho e o amor que iluminam a vida, a fim de que a glória da cruz se não faça vã.

Do Livro Pão Nosso, pág. 287, pelo espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

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